segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Balanço da actividade do CNO da Escola Secundária Campos Melo










Terminámos mais um ano de actividade e um novo ano tem agora o seu início com muito trabalho já programado e a decorrer na sede do CNO e nas muitas itinerâncias onde levamos a possibilidade de muitos adultos melhorarem as suas habilitações, as suas competências e a realização pessoal e profissional através da aprendizagem ao longo da vida.

Trata-se de um processo de formação que se tem revelado muito gratificante para toda a equipa pedagógica que acompanha estes adultos, que com muito agrado vêem reconhecido toda a experiência e saber acumulados ao longo da sua vida e simultaneamente revelam muito interesse na aquisição de novos conhecimentos. O RVCC tem de ser um processo exigente rigoroso e credível, pois só assim os candidatos saem com a sua auto-estima renovada e com uma enorme satisfação e vontade de continuar a aperfeiçoar os seus conhecimentos.


Os adultos são acompanhados no CNO, por uma Equipa Técnico - Pedagógica, com bastante experiência no trabalho com adultos, onde evidenciam as competências adquiridas ao longo da sua vida pessoal, social e profissional, muitas vezes bastante enriquecedoras e onde toda a sua experiência de vida é valorizada. Através da Iniciativa Novas oportunidades dirigida a adultos - Processo RVCC, Cursos de Educação e Formação de Adultos e Dec. Lei nº 357/2007, o CNO da Escola Secundária Campos Melo, já proporcionou a melhoria das habilitações académicas a 907 adultos.

Ao Notícias de Guimarães, a Ministra da Educação Drª Isabel Alçada revelou que o projecto Novas Oportunidades “é uma iniciativa que está a ser analisada e observada por parceiros internacionais com muito interesse, e está a ser estudada como modelo inovador por outros países, inspirados por Portugal”. A Ministra afirmou ainda que esta iniciativa trouxe mudanças a nível social em Portugal: “Durante muito tempo no nosso país as pessoas que abandonavam o sistema de educação acreditavam que não era possível voltar à escola e ter mais preparação para irem mais longe, nem tinham confiança nas suas capacidades de aprendizagem, e esta iniciativa mudou essa mentalidade”.

No Fórum Educação: Educação para todos+escola pública, o Presidente da ANQ, Prof. Luís Capucha, disse:
“Temos consciência de que só a aposta na educação, na formação, nas qualificações dos portugueses permitirá colocar o nosso país em melhores condições para superar as dificuldades do presente e encarar os desafios do futuro. E apenas uma orientação política firme no sentido da excelência e da equidade na educação e na formação poderão preparar-nos convenientemente para esses desafios e para as tarefas a que todos estamos obrigados“.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!








AS TRADIÇÕES

No Natal havia a tradição da Missa do Galo, aquecíamos-nos no Madeiro só um pouco porque ali só ficavam os adultos, cantando canções ao Menino Jesus.


“Entrai pastores entrai,
por esses portões sagrados,
a visitar o Menino,
nessas palhinhas deitado.”
“Entrai pastores entrai,
por esses portões a dentro,
a visitar o Menino,
no seu Santo nascimento."


À hora da missa, a que toda a gente assistia religiosamente, havia o costume de beijar o Menino Jesus. Em casa a refeição era melhorada, e como hoje juntava-se a família, e o sapato também tinha surpresas, um par de meias, uns rebuçados, e era uma festa. O bacalhau com as melhores couves da horta na Consoada, as tradicionais filhós que eu ajudava a fazer, e no dia de Natal e seguintes comia-se o peru que também se tinha criado em casa.


Depois vinham as Janeiras, juntavam-se grupos que iam de casa em casa, cantando, quadras tradicionais, que já tinham cantado os seus avós, e agora iam passando para nós que embora fossemos pela mão dos nossos pais, íamos fixando aos poucos.


“Ainda Agora Aqui Cheguei,
Já Pus o Pé No Balcão,
Logo o Meu Coração Disse,
Que Aqui Mora Bom Patrão.
Ainda Agora Aqui Cheguei,
Já Pus o Pé Na Escada,
Logo o Meu Coração Disse,
Que Aqui Mora Gente Honrada.
A Silva Prendeu-Se à Porta,
Da Porta à Cantareira,
Levante-se daí Senhora,
Venha-nos dar as Janeiras.”


Por norma e mesmo com as dificuldades gerais, toda a gente colaborava com qualquer coisa, quase sempre produtos que a casa produzia, morcelas, chouriças e farinheiras.
Quando mais tarde já um pouco mais crescido fazia a volta, ouvíamos muita vez a desculpa, “ainda não matamos o porco, não temos nada para dar”. Então a miudagem, cantava com malandrice: “esta casa é tão alta, forrada de pau de pinho, os donos que nela moram, têm todos maus….” Depois era preciso dar às de “Vila Diogo”, isto é fugir, e normalmente no dia seguinte pagavam-se as favas, ou na escola, ou em casa, e não raramente nos dois locais. Quando as pessoas eram mais abastadas, ou vinham de Lisboa, davam uma moedita de cinco tostões, e então nós cantavamos que nem uns lírios.


Excerto do Portefólio Reflexivo de Aprendizagens
UM “MUNDO” RECONSTRUÍDO
Carlos Tomé Correia
Maçainhas

PISA 2009 Competências dos alunos portugueses

"(...) Resultados dos alunos portugueses no estudo PISA 2009, nos três domínios de avaliação: literacia de leitura, literacia matemática e literacia científica, realçando a primeira, que corresponde ao domínio principal do ciclo em análise.

Para além de uma descrição necessariamente sucinta do que é o Programme for International Student Assessment (PISA), incluindo os objectivos que visa alcançar, é apresentado um resumo da ficha técnica do estudo no que diz respeito ao nosso país."


(Fonte: CNO Cantanhede)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Certificação de 20 de Dezembro

 

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No dia 20 de Dezembro fizemos a última certificação de nível básico, sendo o Avaliador externo o Dr. Américo Mendes.
Todos os candidatos fizeram a sua apresentação centrando-se nas experiências das suas Histórias de Vida, a partir das quais explicitaram as competências que queriam ver certificadas.
A candidata Ilda Gonçalves explorou o gosto que tem pela leitura. Para o demonstrar apresentou o texto dramático “Falar a verdade e mentir” de Almeida Garret. Este gosto renasceu quando a sua filha entrou para a escola.
O Sr. Licínio Caetano referiu quão difícil é a profissão de taxista. Ocasionalmente não conhece os clientes e, muitas das vezes, é obrigado a conduzir muitas horas sem parar, sob pressão. É o que acontece quando, por exemplo, transporta clientes para o hospital. Um aspecto positivo é o facto de frequentar de modo continuado várias formações.
A candidata M.ª Olímpia Rodrigues explicou os cuidados a adoptar por quem trabalha com idosos. Mais do que adoptar os procedimentos correctos é necessário saber lidar com diferentes tipos de feitios e de carácter.
A candidata Dina Nascimento, ao longo da sua apresentação colocou especial ênfase nas experiências que adquiriu quando esteve num país diferente, nomeadamente, na França.
O candidato Nelson Bernardino descreveu o seu percurso escolar e profissional, focando ainda a importância do associativismo na sua vida e divulgou um dos eventos culturais da sua região, a feira da castanha no Ferro, caracterizando a sua participação na mesma.
De seguida, o candidato António Patrício, para além de referir as diferentes aprendizagens realizadas em cada uma das áreas nas quais teve formação, abordou de forma mais específica o tema da prevenção rodoviária. A pertinência deste tema encontra-se relacionada com a profissão que desempenha, de Motorista.
Por último, foi presente a júri a candidata Raquel Berrincha Silva, que abordou as competências adquiridas no seu percurso escolar e profissional, bem como os conhecimentos que adquiriu ao longo da formação ministrada no processo RVC. A candidata, ao longo da sua apresentação focou ainda a importância da música na sua vida.
A equipa técnico-pedagógica felicita todos os candidatos, que desta forma conseguiram atingir mais um patamar.

Os Profissionais de RVC Vera Pereira e Sérgio Mendes

Duas sessões de certificação a 17 de Dezembro

A 17 de Dezembro face ao elevado número de candidatos que pediram a certificação das suas competências, houve necessidade de fazer duas sessões de júri.

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Na primeira, com o Dr. Leopoldo Rodrigues, como avaliador propuseram-se a júri cinco candidatos do grupo da Covilhã (ESCM).
A primeira candidata, Liliana Fontainhas, realçou, entre outros aspectos, as aprendizagens adquiridas enquanto mãe, focando a importância dessa experiência, na vida de uma mulher.
O segundo candidato, José Manuel Valério Leitão, evidenciou os conhecimentos adquiridos nas quatro áreas em que teve formação, nomeadamente, Matemática para a Vida, Cidadania e Empregabilidade, Tecnologias de Informação e Comunicação e Linguagem e Comunicação, realçando especialmente as aprendizagens que adquiriu ao longo da vida, no seu contexto profissional.
O candidato Jorge Oliveira evidenciou diversas aprendizagens adquiridas ao longo da sua vida, tendo realçado as competências e os conhecimentos adquiridos ao longo da sua vida militar.
O candidato Rui Rosário enfatizou a importância dos tempos livres na promoção do bem-estar, focando uma das suas actividades predilectas, a pesca desportiva.
Por último, o candidato António Vaz escolheu realçar a sua experiência como emigrante na Suíça, concluindo ainda a sua apresentação com uma música italiana, que acompanhou com a guitarra.
A todos os parabéns pelas competências demonstradas e pelo esforço que no final da sessão viram recompensado.

A Profissional de RVC Vera Pereira

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Na segunda sessão, o Avaliador foi o Eng Américo Mendes e propuseram-se a júri cinco candidatos da itinerância de Maçainhas.
O António Manuel Rocha Pereira deu um maior enfoque às seis semanas que trabalhou na Roménia ao serviço da Delphi. Na época partiu para aprender a fazer novos modelos de cablagens. Durante a estadia constatou como o nível de vida é bastante dispendioso. Enquanto os salários médios rondavam os 100 € uns chinelos custavam 30 €. Referiu ainda que ficou surpreendido com o número de ciganos que fazem parte da sociedade romena e com facto de estarem plenamente integrados.
O Joaquim Lines Silvestre explorou o diversificado percurso profissional que teve até ao momento. Entre outras profissões já trabalhou na área das confecções e das cablagens. Além disso explorou a sua paixão pelo cinema contando a história de um dos filmes que mais o marcou, Drag me to hell.
O José António Teixeira Pinto demonstrou que não é fácil manobrar máquinas. No seu entender a realidade actual é melhor porque há uma maior aposta na formação e nas exigências no domínio da segurança.
O Mário Birra Gonçalves explicou como se processa uma das suas actividades preferidas, a apanha e o tratamento da azeitona desde a colheita até que esta chega à mesa para uma refeição, independentemente de surgir retalhada ou em azeite.
O Arnaldo Mendes Simões descreveu todo o percurso no seio da Casa da Moeda, onde começou como aprendiz de impressor. Paralelamente narrou até onde as suas paixões, a pintura e a fotografia o levaram. Participou na 9ª bienal de Artes Plásticas da Calouste Gulbenkian e acompanhou um Rally de Portugal como fotógrafo. Destacou o profissionalismo do Eng. Romeu na forma como dá as suas sessões.
Parabéns a todos!

O Profissional de RVC Sérgio Mendes