segunda-feira, 30 de maio de 2011

Candidatos de nível Secundário certificados no dia 29 de Abril na ESCM


Aos vinte e nove dias de Abril do presente ano, teve lugar no Auditório da Escola Secundária Campos Melo, mais uma sessão de júri de certificação, de Nível Secundário.


Esta sessão contou com a participação da Coordenadora do Centro de Novas Oportunidades, Dr.ª Rosa Macedo, o Avaliador Externo, Eng.º Américo Mendes, os Profissionais, Dr.ª Vera Pereira, Dr. Sérgio Mendes e Dr.ª Olga Filipe e os Formadores, nomeadamente, Dr.ª Adélia Rocha, Dr.ª Anabela Campos Costa, Dr.ª Maria da Luz Belizário, Dr.ª Eugénia Conceição, Dr.ª Filipa Milhano e Dr.ª Fernanda Paiva.


O candidato Paulo Jorge Bizarro Bernardino iniciou a sua a presentação explicando o título que atribuiu ao seu Portefólio Reflexivo de Aprendizagem. Depois, abordou de forma breve, o seu percurso escolar e profissional, reflectindo sobre as competências adquiridas ao longo dos mesmos. O candidato reflectiu ainda sobre a importância do Associativismo e dos tempos livres, sendo que, como tema livre, escolheu falar sobre a importância da saúde na vida. O candidato premiou todos os presentes com uma apresentação extremamente harmoniosa e dinâmica. Parabéns Paulo!


De seguida, apresentou-se a júri o candidato Paulo Oliveira, que depois de abordar o seu percurso formativo e profissional, focou o tema da dependência energética. Com uma exposição clara e objectiva, o candidato alertou para a necessidade de mudança de comportamentos. Um bom incentivo para todos, Paulo!


A candidata Rosa Caetano, pertencente à itinerância de S. Domingos, iniciou a sua apresentação reflectindo de forma breve sobre os conhecimentos que adquiriu ao longo do seu percurso. A candidata tratou o tema do envelhecimento, esboçando um conjunto de medidas a implementar, para que a faixa etária mais idosa passe a ser tratada com outra dignidade e que seja perspectivada como uma real fonte de transmissão de saberes. Parabéns Rosa, pela clareza e pelo empenho!


O candidato Fernando Rocha reflectiu sobre os conhecimentos, que adquiriu ao longo da diversidade do seu percurso escolar e profissional. Como tema livre, o candidato escolheu falar sobre o atendimento ao público e aspectos inerentes a esta temática. O candidato reflectiu ainda sobre o que foi para si o Processo RVCC e também sobre quais as suas expectativas futuras, nos diferentes contextos. Parabéns Fernando pelo empenho e motivação demonstrados!


No final da sessão de júri, depois de responderem adequadamente às questões colocadas, todos os candidatos viram certificado o nível a que se propuseram.


Parabéns a todos!

Certificação de nível Secundário, dia 29 de Abril na ESCM




Aos vinte e nove dias de Abril do presente ano, teve lugar no Auditório da Escola Secundária Campos Melo, mais uma sessão de júri de certificação, de Nível Secundário.
Esta sessão contou com a participação da Coordenadora do Centro de Novas Oportunidades, Dr.ª Rosa Macedo, o Avaliador Externo, Eng.º Américo Mendes, os Profissionais, Dr.ª Vera Pereira, Dr. Sérgio Mendes e Dr.ª Olga Filipe e os Formadores, nomeadamente, Dr.ª Adélia Rocha, Dr.ª Anabela Campos Costa, Dr.ª Maria da Luz Belizário, Dr.ª Eugénia Conceição, Dr.ª Filipa Milhano e Dr.ª Fernanda Paiva.

         O primeiro candidato Júlio da Silva Rosendo, oriundo do Canhoso, focou a sua apresentação a júri em vários aspectos da sua riquíssima existência -“uma vida tecida de memórias”. Descreveu o seu percurso escolar e sublinhou as distintas experiências e responsabilidades profissionais ligadas inicialmente ao sector têxtil e, posteriormente, à Policia de Segurança Pública e à Vigilância. Descreveu a importância da vasta formação profissional que veio a frequentar. Apresentou um tema que desenvolveu no seu P.R.A. sobre “A(s) Hepatite(s)”, tema que explicitou de forma cuidada e irrepreensível. Expôs a importância das actividades de lazer, nomeadamente o Futsal, e sublinhou, por último, para os seus planos de futuro a formação para se enriquecer pessoalmente. Fez questão de destacar o incentivo que recebeu da equipa do CNO da ESCM ao longo do processo, para a sua conclusão. 
 
A segunda candidata Inês Neves Rosendo Pereira, oriunda da itinerância de Canhoso apresentou a júri a sua vivência escolar (frequência do 11.º ano de escolaridade) evidenciando inicialmente as suas competências em língua inglesa. Em termos profissionais apresentou uma experiência em distintas funções ao serviço da Câmara Municipal da Covilhã e explicou as suas actuais funções como Apontadora na Secção Taxa e Licenças da Covilhã. Reflectiu sobre um tema polémico da sociedade moderna, a “Eutanásia“, que soube expor com sentido crítico. Manifestou interesse em prosseguir na via de aprendizagem, especialmente ligada à sua esfera da actuação profissional, progredir na carreira profissional e, como mãe, continuar acompanhar o desenvolvimento do núcleo familiar e, deste modo, realizar-se pessoal e socialmente.

A terceira candidata, Natália Maria Carvalho dos Santos, oriunda da itinerância de Belmonte. Apresentou-se evidenciando as suas competências em língua inglesa. Relembrou as aprendizagens da sua vida, em várias dimensões, entre as quais, as aprendizagens formais em Trancoso e as aprendizagens profissionais nos sectores dos serviços e posteriormente das cablagens industriais (Delphi da Guarda). Sublinhou a sua paixão pelas viagens e, mais concretamente, as vivências pessoais e profissionais que durante meio ano experienciou na Roménia. Não deixou de expressar a premente vontade de prosseguir com a formação profissional, de modo a enriquecer o seu currículo, devido à actual de situação de desemprego que vivencia. 
 
       A quarta candidata, Maria de Fátima Mingote Cardoso Santos, oriunda da Covilhã, relembrou a sua infância e percurso escolar. Explicitou a motivação para o prosseguimento e conclusão do nível secundário, com base na experiência positiva do processo RVCC neste CNO do nível básico. Referiu a importância que sempre deu à formação e os cursos que fez para se enriquecer, pessoal e profissionalmente. Do mundo do trabalho expressou as memórias vividas no Sector Têxtil como Empresária por conta própria e a gratificante função de Ajudante de Acção Educativa que desempenha há longos anos no Patronato de Nossa Senhora da Conceição (“Colégio das Freiras”). Referenciou no âmbito dos temas inclusos do portefólio reflexivo de aprendizagens, a questão da reciclagem de materiais efectuada com as crianças do Infantário e, exemplarmente demonstrada. Sublinhou o enriquecimento pessoal que vivenciou no processo RVCC e terminou com a frase de Gandhi: “A única revolução possível é dentro de nós”, que expressa o seu sentir.

A quinta candidata, Dulce Ferreira da Rocha Naves Batista, oriunda da Covilhã iniciou a sua apresentação salientando a experiência extremamente positiva no processo RVCC de 9.º ano neste CNO como impulsionadora para a continuação do nível secundário de certificação. Sublinhou a importância da formação profissional para o correcto desempenho profissional da actividade que tem vindo a desenvolver no comércio. Fez questão de desenvolver como tema ao ligação entre o mundo e a leitura, uma relação profunda e necessária de desenvolvimento de múltiplos saberes, que se entrecruzam no portefólio reflexivo de aprendizagens (ambiente, ciência, saúde, tecnologia, multimédia, cidadania, direitos, polémicas, entre outros). Expressou, por último, a sua vontade de continuar a formar-se ao longo da vida. 
 
          O sexto candidato, Manuel Joaquim Rodrigues Baptista, oriundo da Covilhã apresentou e reflectiu sobre o seu percurso de vida. O seu trajecto no mundo do trabalho incluiu experiências como Operador Fabril (Artefactos de Cimento), Operário da Construção Civil, Operador de Armazém (matérias-primas na Indústria de Lanifícios) e a actual actividade de Motorista de Pesados na Empresa A. Fernandes & Fernandes SA. Destacou as formações profissionais que têm vindo a complementar a sua actuação e, nesse sentido, explanou detalhadamente a evolução tecnológica dos tacógrafos. Expressou em termos de lazer o seu gosto pela riqueza cultural do nosso país e tendo como projecto futuro viajar para as ilhas da Madeira e Açores e manifestou, ainda, a necessidade que sente de aprofundar as aprendizagens iniciais com formação adequada ao exercício da sua actividade profissional, como seja a formação em CAM (Capacidade Aptidão para Motoristas).

A sétima candidata, Maria João Fonseca Lopes Saraiva oriunda da itinerância de Belmonte relembrou as aprendizagens da sua vida, em várias dimensões, entre as quais, as aprendizagens formais, a conclusão do nível básico pelo CNO da ESCM em Belmonte. Relembrou as aprendizagens profissionais no sector têxtil e, enfatizou a actividade que desenvolve há dez anos como Auxiliar de Educação no Infantário “Amiguinho”em Belmonte, destacando a formação em “Primeiros Socorros”, entre outras. Não deixou de expressar a vontade de prosseguir com a formação e aprendizagens ao longo da vida.

          O oitavo candidato, Nuno Miguel Fernandes Cruz, oriundo do Canhoso, focou a apresentação a júri em vários aspectos da sua existência. A anterior experiência do processo de nível básico concluído no CNO da ESCM foi uma delas. Sublinhou as distintas práticas e responsabilidades profissionais ligadas à actividade comercial, à agricultura e ao sector têxtil, nomeadamente na que desempenha há mais de uma década como técnico de cardação na Fitcom. Neste sentido, explicou detalhadamente porque, na sua opinião, a Fitcom é um caso de sucesso na sua esfera de actuação no mercado (a actividade da empresa, materiais, máquinas industriais, processos: - tecnologia de ponta; design; inovação; exportação; e, finalmente, a filosofia da empresa). Nos seus planos de futuro afirmou que pretende continuar a formar-se para enriquecer o seu currículo e dinamizar a sua carreira. Salientou, por fim, as prioridades dadas à sua profissão e os condicionalismos que estas implicaram para o processo RVCC e destacou o impulso que recebeu da equipa do CNO da ESCM para a conclusão do mesmo. 


No final da sessão de júri, depois de responderem adequadamente às questões colocadas, todos os candidatos viram certificado o nível a que se propuseram.


Parabéns a todos!

 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Certificação de nível Básico, Colmeal da Torre (12 de Maio)




No dia 12 de Maio decorreu mais uma sessão de júri de certificação, na Escola Primária de Colmeal da Torre. A sessão decorreu sob a presidência da Dr.ª Rosa Macedo e contou com a presença Dr.ª Sandrina Marques, avaliadora externa, da Profissional RVC Dr.ª Olga Filipe e dos Formadores Dr.ª Anabela Costa, Dr. Nuno Ramalho e Dr. Romeu Macedo. Esteve ainda presente como convidado, o Sr. Paulo Gonçalves, Presidente da Junta de Freguesia do Colmeal da Torre.

 
Após a abertura da sessão feita pela coordenadora do Centro Novas Oportunidades, Dra. Rosa Macedo, cada candidato apresentou o seu trabalho recorrendo para tal à projecção de diapositivos em PowerPoint sobre as experiências de vida e as áreas de formação. Para além do traço comum às apresentações dando testemunho da forma empenhada e rigorosa como decorreu o processo de formação, em síntese cada candidato expôs a sua apresentação:

        A primeira candidata Ana Cristina Martins Gomes Duarte descreveu o seu percurso escolar e sublinhou as experiências e responsabilidades profissionais como costureira especializada nas Confecções Torre. Destacou a sua experiência cívica como mordoma nas festas de S. Antão em Colmeal da Torre. Foi precisamente esse o tema abordado, acerca do padroeiro da terra, tema que descreveu brilhantemente e em pormenor. Finalmente, referiu como planos de futuro a vontade de frequentar formação, como em informática (UFCD’s) para se enriquecer pessoal e profissionalmente. 

A segunda candidata Maria Amélia Salgueiro Carias Felizardo apresentou a júri a sua vivência escolar e a sua experiência em distintas funções ligadas à prestação de serviços pessoais, nomeadamente, a idosos em França, onde residiu. Da sua experiência associativa destacou a envolvência com a Associação ACTIV e esclareceu que as práticas multiculturais e de voluntariado têm sido uma mais-valia nas suas vivências. Reflectiu sobre um tema da sociedade moderna, a “Hipoterapia”, que expôs com profundidade e de modo reflexivo. Destacou-se ainda, pela forte dimensão em literatura e artes com a manifesta vertente poética na sua história de vida. Manifestou interesse em prosseguir na via de aprendizagem e, para além do plano formativo, explicitou os seus planos de futuro em outras dimensões - a nível pessoal, familiar, social e profissional.

A terceira candidata Sandra Maria Carrainho Silva Gerardo apresentou-se e relembrou as aprendizagens da sua vida, entre as quais, as aprendizagens formais em Gonçalo e Belmonte. Descreveu a sua actividade nos sectores do têxtil e da restauração, experiências interessantes, com destaque para a vivência na Suíça que considerou pessoal e profissionalmente a mais significativa. Como encarregada de educação e representante dos pais, reflectiu sobre a importância do acompanhamento dos pais aos filhos em idade escolar. Expôs pormenorizadamente como tema, um fenómeno que conhece bem, a Desertificação do Interior, com o caso da Aldeia do Seixo Amarelo. Não deixou de expressar a inadiável necessidade de prosseguir com a formação profissional, de modo a enriquecer o seu currículo, devido à actual de situação de desemprego que vivencia explanando, para além disso, múltiplos planos de futuro.

       O quarto candidato Carlos Manuel Duarte Francisco, relembrou a sua infância e percurso escolar. Do mundo do trabalho expressou as memórias vividas ao longo da sua vida, exercendo actualmente a profissão de serralheiro. Referenciou como tema e, no âmbito das suas funções profissionais, as actividades mais específicas em construção civil e obras púbicas. No plano associativo referiu a sua participação no grupo de Bombos e como mordomo da Festa de S. Antão. Manifestou interesse em prosseguir na via de aprendizagem e, para além do plano formativo explicitou os seus planos de futuro a vários níveis.

      A quinta candidata Maria de Lurdes Barbas Marques Ferreira iniciou a sua apresentação referindo o seu percurso escolar. Explanou a sua experiência profissional, desde a cestaria em Gonçalo e, após a decadência da “arte”, o exercício da actividade que exerce há mais de uma década como Auxiliar de Educação (Santa Casa da Misericórdia de Belmonte). Explicitou posteriormente com clareza, a actividade da creche e a interacção com a comunidade. Em termos de participação social referiu a experiência como mordoma da festa de Nossa Senhora da Misericórdia. Referiu por último, a vontade de se formar e dar continuidade à aprendizagem ao longo da vida. 

      A sexta candidata Patrícia Isabel Barroso Soares, apresentou e reflectiu sobre o seu percurso de vida. Em termos escolares explicitou as aprendizagens formais no Sabugal. Em termos associativos referiu a participação no Grupo Desportivo e Cultural de Rebelhos. Relatou a experiência de três anos como bombeira voluntária e a paixão e empenho que a move nessa área. Destacou as formações profissionais que têm vindo a complementar a sua actuação. Como tema livre optou explicitar o tema do cancro, pois seguiu de perto uma situação que a tocou vivamente. Dada a actual situação de desemprego sublinhou a abertura e necessidade de prosseguir com a aprendizagem continuada.

        O sétimo candidato Joaquim Jorge Droguete, relembrou as aprendizagens da sua vida em várias dimensões, com realce para as vivências de emigração e voluntariado na Suíça. Relembrou as aprendizagens profissionais na hotelaria, na restauração, incluindo a actividade por conta própria, e ainda, a experiência de vigilante florestal. Em termos associativos comentou a importância de ter sido membro da Associação Católica Portuguesa (na Suíça). No tema livre optou por explanar a história, economia e cultura da Suíça, que bem conheceu e que brilhantemente expôs. Não deixou de expressar a vontade de prosseguir com a formação e a aprendizagem ao longo da vida.

As apresentações descreveram e reflectiram, portanto, o trajecto e interesses pessoais, a experiência escolar e as razões do abandono precoce, o percurso profissional, a experiência associativa e a motivação que cada candidato para o ingresso no processo de RVC, o impacto do mesmo e os projectos futuros, nomeadamente, de prosseguimento para o nível secundário de certificação em paralelo com a formação continuada ao longo da vida.
A equipa do Centro Novas Oportunidades agraciada com excelentes apresentações pelos adultos dos gratificantes processos de reconhecimento de competências de nível básico, desenvolvidos pelo nosso Centro, deseja a todos um futuro repleto de felicidades e transmite os merecidos Parabéns!

A Profissional de RVC
Olga Marques Filipe

quinta-feira, 5 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Papel da Iniciativa Novas Oportunidades

A Iniciativa Novas Oportunidades tem como missão fazer com que os jovens fiquem mais tempo na escola e os adultos a ela regressem, numa dinâmica de aprendizagem ao longo da vida.

A Escola Secundária Campos Melo tem tido um papel crucial na educação dos jovens, com uma oferta formativa bastante diversificada, quer preparando-os bem para o prosseguimento de estudos superiores, quer, por outro lado, oferecendo simultaneamente formação vocacionada para o ingresso na vida activa, actualizada e adaptada às exigências do mercado de trabalho.

A selecção das ofertas de vias profissionalizantes é feita de acordo com o estudo de mercado de trabalho e das saídas profissionais com potencial empregabilidade na região onde estamos inseridos, sem descurar os meios técnicos e humanos e os pareceres das entidades que proporcionam a Formação em Contexto de Trabalho, factores fundamentais para uma formação de qualidade.

No que diz respeito à educação dos adultos, a Escola continua a desempenhar bem a função de não excluir ninguém, preocupando-se com a educação e formação de quem, por várias razões, não teve oportunidade de concluir os seus estudos.

Através dos Cursos de Educação e Formação de Adultos, a Escola proporciona a conclusão do 12.º ano a jovens maiores de 18 anos, muitos deles, apenas com uma disciplina pendente.
Recebemos para este tipo de formação, alunos de Pinhel, Guarda, Fundão Castelo Branco e de todas as Escolas do Concelho da Covilhã, tendo funcionado durante o presente ano lectivo, quatro turmas desta tipologia de formação.

O CNO da ESCM, através dos Processos de RVCC, presta um serviço de qualidade, exigência e rigor, pois para além da certificação das competências adquiridas ao longo da vida, os adultos recebem aqui muita formação ministrada pelos nossos formadores e por empresas de formação externas que connosco colaboram, nomeadamente, nas áreas das Tecnologias de Informação, Línguas Estrangeiras e Higiene e Segurança no Trabalho.
Através de indicadores disponibilizados pela equipa da Universidade Católica que nos acompanha no processo de Avaliação Externa do CNO, vemos que comparativamente com os Centros do Concelho da Covilhã, da NUT III Cova da Beira e mesmo a nível nacional, o nosso Centro dá uma resposta mais rápida quanto ao encaminhamento dos adultos e proporciona maior n.º de horas de formação aos adultos, nos processos de RVCC.

O encaminhamento dos adultos inscritos no nosso centro, é feito de forma criteriosa e ajustada ao seu perfil. Temos uma grande percentagem de encaminhamentos para processos formativos de nível secundário, de candidatos que não possuem experiência de vida que se adapte às exigências do Referencial de Formação do Processo RVCC.
Na cerimónia de entrega de diplomas, realizada em Janeiro, a Vice-Presidente da ANQ, Drª Maria do Carmo Gomes, salientou o correcto encaminhamento dos adultos realizado pelo nosso CNO, para as várias vias de formação disponíveis, como uma boa prática que deve ser seguida.
Os CEFA são a mais adequada oferta formativa para estes adultos, pois funcionam em regime pós laboral, possibilitando a sua frequência à população activa.

É um desígnio da ESCM, continuar a oferecer uma educação de qualidade e diversificada, contribuindo assim para a melhoria dos níveis de qualificação académica e profissional dos diferentes públicos, ajudando cada um a enfrentar os desafios de uma sociedade cada vez mais competitiva e exigente.

Maria Rosa Macedo
Coordenadora do CNO da ESCM

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Novas Oportunidades a Ler +


Os poetas de Abril

Entre o final da década de 30 e as vésperas do 25 de Abril, foi-se definindo, em Portugal, uma tradição de poesia de resistência, de oposição à ditadura, para a qual contribuíram poetas oriundos de diferentes quadrantes. De uma forma mais disfarçada ou mais aberta, a lírica afirmava-se enquanto poesia combativa, de denúncia da injustiça do regime, do seu aparelho repressivo, pondo sempre em primeiro plano o empenho destes homens na luta pela liberdade de que o país se via privado. A sua voz foi, durante décadas, lamento, protesto, acusação, por vezes animada pela esperança, outras vezes abatida pelo desânimo.
Destacam-se nomes como Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner, José Carlos Ary dos Santos, Miguel Torga ou Natália Correia. Alguns, para além da notoriedade literária, acabaram por se tornar mais populares e conhecidos devido a um outro fenómeno que começa a ganhar importância na década de sessenta, a canção de intervenção. Adriano Correia de Oliveira, José Afonso, Paulo de Carvalho e muitos outros, musicaram poemas dos grandes autores da poesia de resistência.
  Ficam aqui dois belos poemas que mostram a força que a palavra tinha numa época hoje recordada por todos.


“Canção tão Simples”

Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?

Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?

Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?

Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?
Manuel Alegre

“Era Uma Vez Um País”

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais feliz
dos povos à beira-terra

Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raíz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
            (…)
            Ary dos Santos

A  Formadora de CLC, Drª Maria da Luz