Mas eis que ali estou eu. À minha frente oito pessoas, entre formadores e responsáveis.
E perguntava eu para mim mesmo quem sou eu para merecer tamanha importância? Afinal não sou só um número, não sou mais um do molho? Que importância tenho eu para esta gente? O que significa a minha vinda, de tão importante para esta gente, professores, formadores e respectiva assistência neste auditório?
Sou como num jogo de xadrez a peça mais importante em todo este tabuleiro, sou na realidade alguém a quem se dá a importância devida, alguém que me faz recordar os tempos idos de infância, em que os valores morais me eram incutidos em casa e na escola pela minha professora, que ainda hoje não esqueci e nunca esquecerei.
Afinal são pessoas especiais! Tão especiais como muita gente conhecida das revistas, são “pessoas” especiais anónimas, somente conhecidas por quem lida diariamente com elas. Têm ainda uma disponibilidade que não sei explicar bem, será que não têm vida familiar? Filhos? Marido ou esposa? Que pessoas são estas que se dedicam de corpo e alma a uma causa? A um processo de RVCC, de adultos que pelas mais diversas razões deixaram de estudar e que agora querem completar os seus estudos! E querem que tudo lhes seja explicado e interpretado, como se fossem os professores, que estão diante de si, os culpados das suas “desgraças” pessoais!
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